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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:19:31 09/09/2020 |MEIO AMBIENTE

Ultima atualização: 11:58 10/09/2020

  • Recursos serão utilizados no combate às mudanças climáticas com foco em saneamento e resíduos Sólidos

  • Valor se soma aos R$ 350 milhões depositados no fundo em agosto deste ano pelo MMA

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu do Ministério do Meio Ambiente, nesta quarta-feira, 9, novo aporte no Fundo Clima, no valor de R$ 232 milhões. Com isso, somente neste ano, foram depositados R$ 582 milhões, o que é o maior investimento anual já realizado no fundo. No mês passado, o BNDES já recebera R$ 350 milhões para a mesma destinação.

O novo aporte foi assinado pelo ministro Ricardo Salles e pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, na sede do Ministério em Brasília. Os recursos serão direcionados prioritariamente para investimentos em saneamento e recuperação de resíduos sólidos. Assim, o objetivo que se busca com o novo aporte é promover a melhoria da qualidade de vida da população urbana, com foco na urbanização, no meio ambiente e nas condições sanitárias.

Os recursos são destinados a apoiar a implantação de empreendimentos, a aquisição de máquinas e equipamentos, o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos. Cada projeto pode receber no máximo R$ 30 milhões a cada 12 meses, através de financiamentos concedidos pelo BNDES nos modelos Finame ou Finem.

A universalização do saneamento no Brasil é prioridade para o BNDES. Atualmente 100 milhões de pessoas não possuem coleta de esgoto em suas casas e 35 milhões sequer água tratada. Atualmente, o Banco está estruturando oito projetos de concessões estaduais e municipais que vão atender 25 milhões de brasileiros e trazer mais de R$ 55 bilhões em investimentos.

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Já no tratamento de resíduos sólidos, o BNDES tem participação importante no financiamento de sistemas de coleta seletiva ou diferenciada, sistemas de triagem automatizados ou semiautomatizados; tratamento de resíduos orgânicos, à exceção daqueles com geração de energia; e remediação de áreas previamente utilizadas para disposição inadequada de resíduos sólidos, inclusive para o aproveitamento econômico dos resíduos depositados.

O Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ressaltou: "No âmbito do programa Lixão Zero, esse repasse é uma ação importante do Governo Federal para a mitigação das mudanças do clima, uma vez que os lixões são grandes emissores de gases de efeito estufa, além de contaminarem o solo, as águas e causarem problemas para a saúde dos brasileiros."

“A partir do fim de setembro, divulgaremos chamada para que empresas que queriam investir no tratamento de resíduos sólidos nas cidades brasileiras possam se cadastrar junto ao Banco para fazer jus a esse recurso incentivado”, disse o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

O Programa Fundo Clima se destina a aplicar a parcela de recursos reembolsáveis do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O Fundo já destinou R$ 790 milhões a projetos que ajudam a preservar o ambiente, em investimentos que ajudaram a poupar volume de emissões de carbono equivalentes ao plantio de 10 milhões de árvores. Como exemplo, o fundo já destinou recursos para apoiar o desenvolvimento do VLT do Rio de Janeiro, a Geração de Energia no Aterro de Caeiros, em São Paulo, e o financiamento para implantação de painéis solares para mais de 800 pessoas físicas e micro empresas.

Na página do Fundo Clima, no site do BNDES, é possível conferir todas as informações e operações apoiadas com os recursos aportados: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/fundo-clima