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BNDES - Agência de Notícias

06:13 29 de June de 2022

Publicação:13:53 28/04/2022 |EDUCAÇÃO |NORTE

Ultima atualização: 14:01 17/05/2022

Banco abriu seleção para realização de estudo técnico que proponha formação de profissionais em bioeconomia 

Projeto tem objetivo de preparar para estudantes do ensino médio para empregos na região

Cerca de 50 mil alunos da região devem ser beneficiados ao fim dos estudos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (28) seleção pública de parceiro para executar estudo técnico voltado à formação de profissionais em bioeconomia na Amazônia. O objetivo da iniciativa é apoiar os estados da Amazônia Legal na implementação de um itinerário de formação técnica profissional (parte flexível do currículo do ensino médio) alinhado às necessidades locais de fortalecimento das cadeias de valor. O projeto visa a inclusão produtiva e empreendedorismo destes estudantes após o término escolar, aliados ao uso sustentável do ecossistema.

Quando o projeto for implementado, deve beneficiar cerca de 50 mil alunos da região que abrange os estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, bem como, Maranhão. O banco vai investir R$ 8 milhões na ação. A iniciativa faz parte da cooperação técnica celebrada com o Ministério da Educação.

Antes mesmo da publicação do edital, os nove estados da Amazônia Legal já formalizaram interesse em participar do estudo técnico, assim como os institutos federais de oito desses estados. O Banco espera que o modelo e os conteúdos a serem desenvolvidos possam viabilizar a replicação da iniciativa em outros temas e em outros locais do País.

O estudo buscará obter o diagnóstico das cadeias de valor da bioeconomia na Amazônia Legal e das lacunas existentes na formação delas. Dele resultará também a apresentação de um plano de implementação dos cursos técnicos prioritários, visando a servir de subsídio para a adequada implementação do itinerário de formação técnica e profissional. Assim, serão formados profissionais de nível médio aptos a, por exemplo, executar tarefas de processamento, armazenagem e transporte de alguns produtos da região, ou até mesmo de gestão, podendo ocupar postos de trabalho em empresas existentes que fazem parte dessas cadeias produtivas ou empreender. A iniciativa busca contribuir também com a criação e o fortalecimento de parcerias entre redes de ensino e atores públicos e privados, tanto para a execução do estudo quanto para a implementação dos seus resultados. 

A proposta selecionada deverá receber apoio financeiro não reembolsável do BNDES por meio do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). O apoio abrange os seguintes itens: recursos humanos; administração; aquisição ou desenvolvimento de software, plataformas digitais, bancos de dados e livros; uso de serviços ou equipamentos especializados; viagens e diárias; organização de seminários; publicação e divulgação dos resultados.

O estudo deverá contemplar quatro produtos para cada estado da Amazônia Legal. Serão dois produtos ligados a uma cadeia de valor indicada pelo próprio Estado e outros dois referentes aos três cursos que serão priorizados para a cadeia em cada unidade da federação.

Acre, Amazônia, Amapá e Rondônia indicaram a cadeia de valor da pesca e aquicultura (no caso amazonense, especificamente do pirarucu e do tambaqui). Mato Grosso indicou a cadeia do manejo madeireiro sustentável. A cadeia do turismo foi indicada por Pará e Roraima. Já Maranhão e Tocantins indicaram cadeias de valor de atividades transversais e estratégicas ao funcionamento do setor de bioeconomia, tais como energias renováveis, administração e logística.

O BNDES vê a bioeconomia como uma oportunidade promissora de geração de novos negócios e movimentação de investimentos, com melhor aproveitamento das potencialidades econômicas locais. “O fomento à formação técnica e profissional em bioeconomia na Região Norte é parte do nosso olhar de desenvolvimento integrado para a região, em que se concilia o cuidado com as pessoas para que elas cuidem do meio ambiente”, explicou Bruno Aranha, Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES. “Para o desenvolvimento da bioeconomia é necessário capacitar a estrutura de ensino local, tanto de gestores como educadores, de forma a criar cursos customizadas do Novo Ensino Médio que venham a suprir as necessidades de formação dos jovens, lhes permitindo empreender para o desenvolvimento das cadeias de valor da bioeconomia, tais como piscicultura, turismo, gestão de madeira, fármacos e super alimentos. Vamos juntos com governos locais, MEC e sociedade nessa jornada”, afirmou o executivo.

O edital está disponível em bndes.gov.br/fep-bioeconomia.

O BNDES e a educação – O BNDES atua como indutor de investimentos qualificados, articulador de parcerias e promotor de conhecimento sobre educação, percebida pelo Banco como fundamental para o desenvolvimento sustentável. Por isso, o tema se tornou uma prioridade estratégica para o BNDES, que tem como foco contribuir para a transformação da realidade da educação básica e promover a requalificação profissional priorizando atividades relacionadas a uma nova economia (neutra em carbono e intensiva em tecnologia). Com isso, contribui para que mais crianças tenham acesso a um ensino de qualidade e para a redução da pobreza, das desigualdades sociais e o do desemprego, promovendo a inclusão produtiva e o empreendedorismo.