Aviso: Utilizamos dados pessoais, cookies e tecnologias semelhantes de acordo com nossos Termos de Uso e Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

BNDES - Agência de Notícias

16:57 21 de Outubro de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:11:51 23/09/2021 |INSTITUCIONAL |MEIO AMBIENTE |NORTE

Ultima atualização: 13:51 23/09/2021

Depositphotos
  • Proposto em conjunto com Eletrobras, pacto pretende viabilizar projetos de energias renováveis para substituir o uso intensivo do diesel na região
  • Iniciativa ocorre no âmbito da chamada global das Nações Unidas para tornar fontes limpas acessíveis a todos até 2030
  • Ações do Pacto devem beneficiar 3 milhões de pessoas que habitam áreas isoladas não atendidas pelo sistema energético interligado

 

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Eletrobras firmaram um Pacto de Energia para atuarem conjuntamente na busca de soluções que promovam a geração de energias renováveis na Amazônia. O Pacto ocorre no âmbito da chamada global da Organização das Nações Unidas (ONU) para a apresentação de “Pactos de Energia” (Energy Compacts), que foram formalizados durante o Diálogo de Alto Nível sobre Energia da ONU, evento realizado entre os dias 22 e 24 de setembro.

 

No escopo do Pacto do BNDES e da Eletrobras apresentado à ONU, serão conduzidos estudos diagnósticos sobre os aspectos econômicos, tecnológicos, legais e regulatórios a serem considerados em um plano de substituição da geração a diesel por energia limpa nos Sistemas Isolados da Amazônia, regiões remotas que não são atendidas por Sistemas Interligados. Atualmente, mais de 90% da capacidade energética instalada nessas regiões, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas, tem por base térmicas a diesel, fonte fóssil altamente poluente.

 

O evento busca acelerar ações que promovam a implementação das metas e objetivos energéticos da Agenda 2030 da ONU, catalisando soluções inovadoras, investimentos e parcerias para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aceleração da implementação do Acordo de Paris.

 

Os Pactos de Energia são compromissos voluntários de países, empresas, instituições e demais atores interessados, como governos locais e ONGs, com ações específicas que contribuam com o ODS 7, que prevê acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis às energias limpas até 2030.

 

“O Brasil foi escolhido pela ONU como um dos líderes globais da transição energética no Diálogo de Alto Nível em Energia. Com este pacto, o BNDES vem apresentar sua contribuição como um dos maiores financiadores de energias renováveis do mundo”, comenta o Diretor de Crédito a Infraestrutura, Petrônio Cançado.

 

A iniciativa conjunta também avaliará mecanismos de financiamento para projetos de promoção da limpeza da matriz energética amazônica e os atuais incentivos regulatórios, assim como estudará novos incentivos para a implementação de projetos.

 

“Para a Eletrobras, é uma honra integrar os esforços globais no momento em que o mundo volta suas atenções para a transição energética, baseada em baixa emissão de carbono e fontes renováveis. A Eletrobras, por ser a maior empresa de energia elétrica da América Latina e referência em geração de energia limpa, tem muito a contribuir para o tema e para o alcance do ODS 7, que é um objetivo priorizado em nossa estratégia empresarial, em sinergia com nosso modelo de criação de valor”, afirmou o presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp.

 

Estão previstas ainda ações de fomento de projetos-piloto e de incentivo a colaborações entre instituições interessadas em atuar no tema. Serão avaliados os resultados dos projetos-piloto e as contribuições das instituições envolvidas para que um plano de políticas públicas com metas específicas de descarbonização seja proposto para o período de 2025 a 2030, no contexto da Agenda 2030 da ONU.

 

“A declaração do Pacto de Energia é mais um dos esforços do BNDES em atuar como indutor da aceleração de investimentos relacionados à transição da matriz energética brasileira para fontes renováveis”, comenta o Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha. “A iniciativa está plenamente alinhada com a atuação do Banco na pauta ASG (Ambiental, Social e Governança)”, completa.

 

O BNDES e os ODS – O BNDES trabalha pelo desenvolvimento sustentável do Brasil, orientando sua atuação pelo compromisso com a realidade local e com a comunidade internacional. Por isso se juntou à ONU na promoção da Agenda 2030, que prevê um plano de ação para erradicar a pobreza e promover vida digna em todo o mundo até 2030. Em seu Planejamento Estratégico de Longo Prazo o Banco estipulou sete missões que respondem a desafios do desenvolvimento brasileiro, pautando suas grandes agendas, e todas elas foram relacionadas aos ODS. Saiba mais sobre a contribuição do BNDES para os ODS aqui.

 

Sobre a Eletrobras – A Eletrobras é a empresa líder em geração e transmissão de energia elétrica na América Latina. Responsável por 29% da capacidade geradora instalada no Brasil, contribui para que a matriz elétrica do país seja uma das mais limpas do mundo, já que 97% de sua capacidade instalada têm origem em fontes com menor emissão de gases de efeito estufa. As diretrizes corporativas da Eletrobras estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que, desde 2017, integram sua estratégia empresarial. Reforçando o compromisso com a Agenda 2030, para cada um dos nove ODS priorizados no plano estratégico da empresa, são estabelecidos indicadores e metas.

 

Sobre o BNDES – Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia.