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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:17:56 18/12/2020 |MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

Ultima atualização: 18:02 18/12/2020

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu, nesta sexta-feira, 18, um empréstimo de US$ 750 milhões, o equivalente a R$ 4 bilhões, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com um aporte de US$ 150 milhões, como contrapartida do banco brasileiro, serão oferecidos o equivalente a quase R$ 5 bilhões a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras.

Os recursos viabilizarão financiamentos a mais de 20 mil empreendedores que poderão acessar os recursos por meio das linhas disponíveis no BNDES, até via plataformas digitais. Este é o caso do Canal MPME, que conecta as solicitações e os agentes credenciados ao BNDES.   O crédito  também apoiará o Banco no fomento a soluções inovadoras de fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros de baixo custo, normalmente  por meios digitais como internet e maquininhas)  para facilitar o crédito a micro, pequenas e médias empresas.

A operação ganha especial relevância diante dos impactos trazidos pela COVID-19 e a necessidade de proteger os empreendedores nacionais. As MPMEs representam de 41% a 53% das vagas de emprego no país, dependendo do critério escolhido.

BNDES e BID têm uma longa parceria no apoio às MPMEs no Brasil, destaca Gustavo Montezano, presidente do BNDES. A operação com o BID também reforça as iniciativas de digitalização em curso no BNDES, como o PEAC Maquininhas e um fundo de crédito para fintechs, que oferece apoio mais ágil para as empresas, principalmente as menores. “Esse apoio vai ajudar a levar a pequenas e médias empresas ganhos de produtividade, sustentabilidade e solidez financeira, apoiando esses que são os nossos heróis nacionais”, disse Montezano.

“Diante deste cenário, é preciso combinar forças para preservar o emprego, a renda e a capacidade produtiva, em especial num contexto em que abrir uma empresa custa tempo e dinheiro que não podemos nos permitir desperdiçar. Nesse sentido, contar com a solidez e a presença nacional do BNDES é fundamental”, diz Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.