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BNDES - Agência de Notícias

20:19 26 de September de 2021

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:13:04 11/06/2021 |INDÚSTRIA |INOVAÇÃO |SAÚDE |SUDESTE

Ultima atualização: 16:58 02/09/2021

Fiocruz
  • Foram financiados R$ 48,4 milhões a projetos que dão autonomia ao país em vacinas e kits de diagnóstico

 

  • Investimentos reduzem dependência externa de tecnologia e medicamentos biotecnológicos

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou com R$ 48,4 milhões em recursos não reembolsáveis dois projetos de desenvolvimento tecnológico e inovação do Centro Henrique Penna (CHP), parte do Complexo Tecnológico de Vacinas (CTV), no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio.  O apoio, por meio do BNDES Funtec, permitiu que a instituição estivesse com a infraestrutura necessária para a rápida incorporação da produção 100% nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina Covid-19 AstraZeneca, cujo contrato de transferência tecnológica foi assinado em 1º de junho.

As instalações, construídas com apoio do BNDES, receberam recentemente a verificação da Condição Técnico Operacional (CTO) e o certificado de Boas Práticas de Fabricação (cBPF) para a produção do IFA, concedidos pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa). O financiamento não reembolsável não precisa ser pago ao BNDES, desde que sejam cumpridas as finalidades do projeto e as regras estabelecidas no contrato.

As operações - Contratada em 2007, a primeira operação do BNDES Funtec destinou R$ 30,1 milhões não reembolsáveis para construção da planta de protótipos, área em que são realizadas as fases finais do desenvolvimento de novos produtos, já em escala industrial. A planta opera com os padrões de qualidade exigidos pelos órgãos de controle nacionais e internacionais, obedecendo aos requisitos ambientais e regulatórios estabelecidos para a produção final, indispensáveis à produção de biofármacos, vacinas e reativos para diagnóstico.

A segunda operação do BNDES, contratada em 2014 e com previsão de conclusão no próximo mês, destinou R$ 18,3 milhões para equipar a planta de protótipos pertencente ao CHP. A plataforma de processamento final da planta será utilizada para o acréscimo de capacidade produtiva de vacina contra Covid-19, fruto da parceria da Fiocruz com a empresa britânica AstraZeneca.

Segundo o superintendente da Área de Gestão Pública e Socioambiental do BNDES, Julio Leite, “o apoio não reembolsável do BNDES à saúde sempre buscou endereçar desafios tecnológicos e lacunas de infraestrutura para o desenvolvimento de medicamentos e produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de aumentar o acesso da população a produtos nacionais mais inovadores”.

Para Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, o financiamento recebido do Fundo Tecnológico do BNDES foi fundamental para a operacionalização, desenvolvimento e absorção de tecnologia por Bio-Manguinhos, oferecendo autonomia ao Brasil para a produção de biofármacos e kits de diagnóstico da Covid-19. “Graças a esse investimento, Bio-Manguinhos foi capaz de dar respostas rápidas nesse momento da pandemia, inicialmente com o escalonamento da produção do kit molecular para a Covid-19 e, agora, com o início da produção do IFA nacional para a vacina", afirmou.

Redução de gargalo – Com grande relevância para o enfrentamento da pandemia do coronavírus, a planta de protótipos do CHP é a primeira planta biotecnológica da iniciativa pública do país. Ela possibilitará a redução da dependência tecnológica externa e preencherá um importante elo na cadeia de inovação da Fiocruz. Isso porque a produção de lotes-piloto (ou protótipos) para a realização de ensaios clínicos é uma etapa crítica na transição da fase de desenvolvimento tecnológico para a produção em escala industrial e, até então, era um dos maiores gargalos na cadeia de desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos para a saúde no Brasil.

 

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A planta financiada pelo BNDES tem potencial de produção e purificação, em escala piloto, de biomoléculas, biomassa e IFAs, e permitirá a formulação e processamento final de protótipos de vacinas e biofármacos, em condições de boas práticas de fabricação, viabilizando a produção de lotes para estudos clínicos.

Assim, a Fiocruz passa a utilizar suas próprias instalações para a transferência de projetos de uma “escala de bancada” para uma “escala piloto”. Até então, tais transferências só eram possíveis através de contratação de serviços de empresas internacionais.

Instrumento de apoio à pesquisa – O BNDES Funtec é o apoio financeiro não reembolsável do BNDES para projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação, executados por instituições tecnológicas, e selecionados de acordo com os focos de atuação definidos.

 

Assista ao vídeo: