BNDES - Agência de Notícias

11:33 24 de September de 2020

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:15:06 04/06/2020 |CULTURA |SUDESTE

Ultima atualização: 15:27 04/06/2020

Divulgação
Apoio do Banco viabilizará réplicas de esculturas em pedra-sabão do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

• Projeto reforça a preservação das esculturas de Aleijadinho, reconhecidas como Patrimônio Cultural Mundial pela UNESCO

• Igrejas e esculturas coloniais da cidade mineira atraem anualmente mais de 300 mil visitantes 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) aprovou projeto para a revitalização do centro histórico de Congonhas, em Minas Gerais, o que ajudará a cidade a explorar seu potencial turístico e superar os impactos da pandemia da Covid-19. Congonhas, que fez parte do ciclo do ouro do Brasil, reúne importante acervo cultural, composto de igrejas de arquitetura barroca e esculturas do artista Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 

Com o apoio do Banco, será possível a confecção de réplicas de dez dos doze profetas esculpidos em pedra-sabão no adro do  Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Serão produzidos moldes de segurança dos profetas Isaias, Jeremias, Baruque, Ezequiel, Daniel, Oseias, Abdias, Amós, Habacuque e Naum. Até então só havia as réplicas de Joel e de Jonas, realizadas em 2011 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Nacional (IPHAN) e pela UNESCO.

As novas réplicas serão expostas na Galeria dos Profetas, uma das melhorias previstas na quarta e última fase de uma série de investimentos conjuntos para a implantação do Museu de Congonhas, espaço anexo ao santuário inaugurado em 2015 com o apoio do BNDES e que pretende disseminar a importância da história local através do uso de recursos tecnológicos.

O aporte do Banco será de R$ 11,7 milhões nesta fase, que prevê ainda o funcionamento de um anfiteatro para receber ações culturais complementares e a estruturação de ações para melhorar a sustentabilidade financeira do Museu. O projeto foi proposto pela Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (FUMCULT), no âmbito do BNDES Fundo Cultural/Lei de Incentivo à Cultura.

O investimento total do Banco nas quatro fases do projeto alcança R$ 18,9 milhões, o que representa 48% do investimento global de R$ 39 milhões. As ações contaram com a participação de empresas privadas, da Prefeitura de Congonhas e do IPHAN. Todas essas iniciativas integram a Política Nacional do Ministério do Turismo para a Gestão dos Sítios Patrimônio Mundial, fortalecendo o roteiro Circuitos Históricos do Ouro.

Aleijadinho O artista mineiro, que viveu entre 1738 e 1814, é considerado pela crítica brasileira como o maior expoente da arte colonial do País. A maior parte das obras de Aleijadinho tem como tema central a religiosidade, inspiradas pelo estilo Barroco e Rococó. São talhas, projetos arquitetônicos, relevos e estatuária que enfeitam e enchem de cultura cidades como Ouro Preto, Tiradentes, São João Del Rei, Mariana, Sabará e Congonhas do Campo.

Apoio ao Turismo – Dados da Organização Mundial do Turismo indicam que a atividade representa 10% do PIB mundial e o mesmo percentual na geração de novos postos de trabalho. No Brasil, segundo estudo da FGV de 2018, o PIB do turismo corresponde a R$ 257 bilhões, com geração de três milhões de empregos aproximadamente.

O município de Congonhas, que, ao longo dos anos, realizou uma série de investimentos em infraestrutura urbana, integra o mapa brasileiro do turismo. As igrejas e esculturas barrocas da cidade atraem anualmente mais de 300 mil visitantes, o que torna o turismo uma das principais atividades  geradoras de receitas para a região.

As ações de revitalização e preservação apoiadas pelo BNDES melhoram a qualidade dos acervos culturais. Concilia-se, dessa forma, a preservação histórica e o desenvolvimento econômico da cidade.

Proponente – A Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas (FUMCULT) atua no planejamento e na implantação das ações de revitalização urbana e turística no município. Para isso, promove iniciativas voltadas ao restauro e à requalificação dos principais equipamentos culturais históricos públicos.

Esta não é a primeira operação entre BNDES e FUMCULT em prol da conservação do patrimônio histórico de Congonhas: já houve outros dois projetos, nos anos de 2018 e 2012, com recursos totais de R$ 12 milhões.

BNDES Fundo Cultural – O BNDES concede apoio não reembolsável a projetos ligados à preservação do patrimônio histórico brasileiro que incentivem as atividades econômicas da cultura e do turismo. A descentralização e o aumento na oferta de bens culturais, a inserção social e a capacitação de mão de obra são outros objetivos do Fundo.

Os projetos podem ser apresentados a qualquer tempo e são apreciados quanto ao seu mérito e enquadramento regulamentar três vezes ao ano pelo Comitê de Patrimônio Cultural e Economia da Cultura. Para saber mais sobre o BNDES Fundo Cultural, clique aqui.