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BNDES - Agência de Notícias

05:16 29 de June de 2022

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:10:59 23/06/2022 |CULTURA |SUDESTE

Ultima atualização: 09:54 28/06/2022

• Objetivo do projeto é preservar acervo histórico e promover turismo cultural nas zonas oeste e norte da cidade do Rio
• Instituto Cultural Vale também apoiará catalogação dos bens móveis e integrados presentes em mais de 450 igrejas e capelas 
• Projeto realizará investimento em sistemas de segurança patrimonial para diminuir riscos de furto de peças do catálogo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio financeiro não reembolsável para realização e divulgação de inventário das obras de arte sacra da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O objetivo do projeto é preservar o acervo histórico da arquidiocese e promover o turismo cultural na zona oeste e no subúrbio da cidade.

Serão contempladas as igrejas tombadas pelas esferas municipal, estadual e federal em todas as regiões da cidade, além das edificações com acervo localizadas nas Zona Oeste e Subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Também está prevista a implantação de sistemas de segurança patrimonial, incluindo câmeras e alarmes, em parte dos equipamentos culturais a serem inventariados, de modo a diminuir os riscos de furto de peças do catálogo.

O BNDES destinará ao projeto R$ 5,38 milhões — 88% do investimento total —em recursos não reembolsáveis, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Os 12% restantes (R$ 758,7 mil) serão custeados pela Vale S.A. no âmbito da iniciativa Resgatando a História, lançada em julho de 2021 pelo Banco, em conjunto com empresas parceiras, para a concessão de apoio financeiro à recuperação do patrimônio histórico e do acervo memorial brasileiro. 

“O acervo da Arquidiocese certamente se insere entre os mais importantes do patrimônio histórico e artístico nacional, com obras feitas por grandes mestres como Valentim da Fonseca e Silva e Inácio Ferreira Pinto, José Leandro de Carvalho, Pedro da Cunha e Francisco Xavier de Brito, dentre outros”, avalia D. Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. “A ampliação do acesso a estes bens culturais tão valiosos e outros de grande importância afetiva para as comunidades de fiéis e pastorais da Igreja no Rio de Janeiro é, para nós, motivo de alegria, permitirá a valorização das coleções e estimulará o engajamento de presbíteros, leigos e diletantes pela salvaguarda e preservação do nosso patrimônio”, complementa.

“Vamos disponibilizar uma plataforma virtual de todo acervo catalogado, contribuindo para a disseminação e democratização desse importante patrimônio, que ficará disponível para acesso e pesquisa à população em geral. Além disso, o projeto contribuirá para o turismo histórico-cultural na Zona Oeste e subúrbios do Rio de Janeiro, que são regiões pouco conhecidas pelo seu patrimônio histórico, embora tenham muito a oferecer”, detalhou Bruno Aranha, Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES.

O projeto prevê a catalogação dos bens móveis e integrados presentes em mais de 450 igrejas e capelas, entre as quais a de Santa Rita, primeiro e maior exemplar do Rococó Religioso da Baviera, estilo artístico que entrou no Brasil via Rio de Janeiro por volta de 1750 e se difundiu pelo País; a de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, que foi capela imperial durante os reinados de D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, e antiga sede dos frades carmelitas, ali estabelecidos no século XVII; a de São Francisco de Paula, sede da Ordem Terceira dos Mínimos e monumento símbolo do Estilo Pombalino, estilo arquitetônico português do século XVIII; e a de São Francisco Xavier, um dos últimos resquícios dos jesuítas no Rio de Janeiro.

“Esta iniciativa, de realizar um inventário de arte sacra da Arquidiocese do Rio, vai permitir a ampliação de visitas dos diversos públicos a bens culturais de valor inestimável e o fomento do turismo cultural. É uma honra participar do Resgatando a História, junto com o BNDES e parceiros, e ser parte desse movimento de preservação e valorização da nossa história”, afirma Hugo Barreto, diretor presidente do Instituto Cultural Vale.

O trabalho será realizado pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro (Acarj). Segundo professor Carlos Alberto Serpa de Oliveira, diretor da entidade, O Inventário da Arquidiocese do Rio de Janeiro consiste numa ação de importância ímpar para a ACARJ. Nos nossos mais de trinta anos de existência, e enquanto associação que atua como verdadeiro aralto da preservação cultural, estamos testemunhando um dos episódios mais marcantes para salvaguarda dos bens culturais de diversas regiões consideradas periféricas e outros monumentos de vultosa importância histórica e artística. Além disso, a instalação de câmeras de segurança em alguns dos edifícios mais vulneráveis da Arquidiocese vai corroborar para a proteção e fruição destas coleções.

Após a conclusão do inventário, o acervo passará a ser divulgado por meio da criação de um circuito de visitação através de escolas e agências de viagens. Estão previstas ainda oficinas de capacitação para agentes culturais e patrimoniais locais; exposição itinerante, com curadoria participativa das comunidades do entorno das igrejas; e publicações impressas e digitais do catálogo do acervo inventariado, bem como de uma revista com material voltado para a educação patrimonial.

Sobre o BNDES — Ao longo de seus 70 anos de história, o BNDES foi o principal instrumento de Governo para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira, além de ser um dos principais financiadores de micro, pequenas e médias empresas do país. O Banco também tem importante atuação anticíclica em momentos de crise, como um dos formuladores das soluções para a retomada do crescimento da economia. Atualmente, o BNDES atua com foco na criação e manutenção de empregos, na melhoria dos serviços públicos do Brasil, como educação, saúde e saneamento, além de apoiar o país na transição justa para uma economia neutra em carbono. O Banco tem como propósito transformar a vida de gerações, promovendo o desenvolvimento sustentável.

Sobre o Instituto Cultural Vale – O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. São mais de 300 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação única: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação: institutoculturalvale.org.

Sobre a Acarj — Instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1988 pelo cardeal D. Eugênio Sales, a Acarj tem, entre suas ações, a produção de obras de documentação e difusão de bens culturais e a elaboração e execução de projetos de preservação e restauração de monumentos e acervos religiosos. Também é responsável pela organização e manutenção de museus, bibliotecas e arquivos. Desde 1993, concede anualmente o “Prêmio São Sebastião de Cultura”, que contempla projetos que promovem a cultura na cidade do Rio de Janeiro. A entrega do prêmio ocorre durante os festejos de São Sebastião.