BNDES - Agência de Notícias

01:29 19 de August de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:16:28 12/02/2019 |INFRAESTRUTURA |NORDESTE

Ultima atualização: 17:31 12/02/2019

Tomás Rudge - Divulgação/BNDES
Primeira fase da Linha Leste, que atenderá 40 mil passageiros por dia, deve ser concluída no fim de 2023

Técnicos do BNDES acompanharam na última quarta-feira, 6, o reinício das obras da Linha Leste do metrô de Fortaleza, projeto financiado em R$ 1 bilhão pelo Banco. A retomada foi possível devido a negociação entre a equipe do BNDES e o governo estadual que reduziu o escopo do projeto à primeira metade da Linha Leste e à execução de cinco estações. Dessa forma, foram reiniciadas as obras da estação Chico da Silva e de trecho que vai conectar o Centro de Fortaleza ao bairro de Papicu. No percurso, serão erguidas uma estação de superfície e quatro subterrâneas. Haverá ainda integração da Linha Leste com as linhas Sul e Oeste, já em operação, no Centro, e com o VLT Parangaba-Mucuripe, além do terminal de ônibus municipal, no Papicu.

De acordo com o gerente do Departamento de Gestão Pública de Estados e Capitais do BNDES Tomás Rudge, "a Linha Leste vai contribuir para o sistema de transporte público, não apenas na área abrangida pela obra, mas em toda a cidade de Fortaleza, uma vez que ajuda a reduzir o tempo de deslocamento, a poluição, os acidentes de trânsito e os custos com conservação de vias e controle de operação e tráfego”. Rudge esteve na visita acompanhado do secretário da Infraestrutura do Ceará, Lucio Gomes, do secretário Executivo de Logística Intermodal e Obras do Ceará, André Pierre, e de representantes do concessionário Metrofor.

"O financiamento tem como principal objetivo disponibilizar para a população um equipamento seguro, ágil, confortável, com preço acessível, integrando modais de transporte", disse Lúcio Gomes.

IMG_4722


A previsão é que a primeira fase das obras da Linha Leste seja concluída no final de 2023, quando deverá atender cerca de 40 mil passageiros por dia. O trajeto, de 7,3 km de extensão, terá tempo de viagem de até 15 minutos. Segundo o gerente do BNDES, o apoio a projetos de mobilidade urbana visa não apenas à expansão da infraestrutura e à melhoria dos serviços prestados, mas, principalmente, ao aumento da qualidade de vida dos usuários.

"A Linha Leste vai reduzir o tempo de deslocamento, a poluição, os acidentes de trânsito e os custos com conservação de vias e controle de operação e tráfego" (Tomás Rudge, gerente do BNDES)

Investimentos em infraestrutura desse tipo foram responsáveis por 44% dos R$ 69,3 bilhões desembolsados pelo BNDES no ano passado. Os R$ 30,4 bilhões recebidos pelo setor corresponderam a um aumento de 13% em comparação com 2017. Para este ano, a perspectiva também é de crescimento, uma vez que, em 2018, as aprovações de novos financiamentos para infraestrutura atingiram R$ 47,6 bilhões, com alta de 60% frente ao observado em 2017. Dado o seu caráter de longo prazo, os financiamentos do BNDES aprovados em um ano costumam gerar desembolsos no ano seguinte e nos posteriores.

mapa_metro_ce