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Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:12:21 04/09/2019 |MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

Ultima atualização: 17:01 04/09/2019

Fotos: Divulgação Mina Beer e arquivo pessoal
Mina Beer: investimento para atender à grande demanda de consumidores

A linha BNDES Crédito Pequenas Empresas alcançou a marca de R$ 500 milhões no dia 23 de agosto, com quase 3,8 mil operações contratadas em pouco mais de cinco meses de operação. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a linha foi concebida para atender as demandas das micro e pequenas empresas por crédito mais simples e ágil.

A participação de cooperativas de crédito e bancos cooperativos nesse desempenho foi expressiva: 35% da quantidade de operações e 23% do valor total contratado. Além desses dois tipos de agentes financeiros, o leque de instituições credenciadas para repassar recursos do BNDES abrange também bancos comerciais públicos e privados, bancos de desenvolvimento, agências de fomento e bancos de montadoras, dentre outros.

Até agora, o principal repassador do BNDES Pequenas Empresas foi o Bradesco. Do total de operações contratadas, 54% foram realizadas por esse banco, que parece ter reconhecido no produto uma grande oportunidade para fomentar os negócios e reforçar sua presença junto a micro e pequenos empresários.

Na posição de segundo maior operador está a Cresol Baser. Ela faz parte de um sistema de cooperativas de crédito que agrega ainda a Cresol Sicoper e a Cresol Central e que conta com 530 mil clientes cooperados em 17 estados. O Sistema Cresol tem seu DNA ligado ao crédito rural, sendo atualmente o principal repassador de recursos do BNDES para a agricultura familiar.

Com o novo produto, o sistema Cresol passou a atender também micro e pequenos empreendedores urbanos. Uma das razões que contribuíram para o interesse na operação desta linha, diz respeito à agilidade no processo de aprovação do crédito e o baixo custo de transação aos agentes financeiros. A plataforma BNDES Online, implementada pelo BNDES em 2017, digitalizou todo o processo de análise e aprovação de crédito para operações indiretas, que é quando os recursos do BNDES são repassados por instituições credenciadas, contribuindo de forma relevante na validação automática de uma série de exigências contratuais (certidões de FGTS, tributos da Receita Federal, dentre outros).

Em terceiro lugar em operações e volume com o novo produto do BNDES está o Sicredi, a mais antiga cooperativa de crédito do Brasil. Fundada em 1902, ela hoje tem 4 milhões de associados em 22 estados e no Distrito Federal.

Casos de sucesso – Um dos clientes da nova linha foi a Padaria Schneider, de Crissiumal (RS). “A taxa para mim foi excelente,” avaliou o empresário Everton Schneider. “Trabalho muito com a Cresol. Eles não tinham muitas linhas de crédito para pequenas e médias empresas, mas agora estão trabalhando mais com o BNDES, que foi a melhor linha que encontrei no mercado”.

Há seis anos a frente da padaria fundada pelo pai em 1992, Everton obteve financiamento de R$ 17 mil para comprar um balcão expositor, o terceiro da loja. “Como vamos sempre à agência da Cresol, comentei com eles que me ofereceram essa linha do BNDES”, contou. “Conversamos, olhamos taxa, vimos que era superviável, então não tinha como não pegar para fazer esse investimento”.

 

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Darci Talaska: facilidade de crédito já na primeira operação

 

O empresário e caminhoneiro Darci Talaska, de Brasnorte (MT) contratou crédito R$ 100 mil da linha BNDES Crédito Pequenas Empresas para compra de peças, combustível e pneus, por intermédio do Sicredi. “Há muita dificuldade de se obter crédito hoje, para quem atua no setor de transportes, para se conseguir preços melhores, uma compra melhor de material”, observou. “Então esse dinheiro veio a calhar para barganhar melhor a compra desses materiais e diminuir o custo”.

Essa foi a primeira vez que ele conseguiu recursos com o BNDES. “Percebi que não é tão difícil não: você estando com os documentos e tudo em dia é fácil obter empréstimo”, atestou. “Como nunca tinha feito, também tinha um pouco de receio pela demora, mas o recurso veio rápido”.

A Mina Beer, uma cervejaria artesanal instalada em uma antiga mina em Ametista do Sul (RS), recorreu à linha do BNDES para investir na capacidade de atendimento à demanda. “O empréstimo de R$ 53 mil feito com a Cresol foi fundamental para o crescimento da firma”, garantiu o advogado Glauber Ceratti, gerente da Mina Beer. “Sem ele não teríamos como fazer o investimento aflorar”.

O grande fluxo de turistas ao parque em que funciona a cervejaria acabava por consumir toda a produção, não permitindo a formação de estoque para o verão. Daí a necessidade de comprar mais um fermentador.

De acordo com o chefe do Departamento de Clientes e Relacionamento Institucional do BNDES, Tiago Peroba, a expectativa para o segundo semestre de 2019 é que a demanda pela linha de crédito permaneça alta, com o desenvolvimento de novas ações de fomento perante os parceiros de crédito e entidades empresariais.