BNDES - Agência de Notícias

10:34 18 de September de 2019

Por: Agência BNDES de Notícias

Publicação:19:01 10/09/2019 |CULTURA |SUDESTE

Ultima atualização: 19:37 10/09/2019

Tânia Rêgo - EBC

O Sítio Roberto Burle Marx – uma área de mais de 400 mil m2 que pertenceu ao arquiteto e paisagista que dá nome ao local e abriga uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e semitropicais do mundo – está prestes a obter o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade. A missão de avaliação técnica do Conselho Internacional de Monumentos Sítios - ICOMOS, órgão que analisa as candidaturas, teve início nesta segunda-feira, 9, no Rio de Janeiro. O resultado será conhecido em 2020.

Segundo Luciane Gorgulho, economista da Área de Gestão Pública e Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o apoio de R$ 5,45 milhões do Banco para a requalificação e sustentabilidade do espaço está sendo fundamental para reforçar a chance da conquista do título.

Os recursos do BNDES são destinados a projetos de museologia, design, sustentabilidade e arquitetura do sítio. Estão previstas a reforma do prédio administrativo e a construção de um novo bloco – incluindo refeitório, vestiários e almoxarifados – além de espaço específico para a pesquisa botânica, com herbário, laboratórios e salas de trabalho.

O sítio - Localizado em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro (RJ), o sítio foi adquirido por Burle Marx no final anos 1940. Ali, o paisagista, que passou a residir no local em 1973, se dedicou ao cultivo de mais de 3.500 espécies de plantas, incluindo exemplares raros, distribuídos entre viveiros e jardins.

Em 1975, o terreno, as edificações que integram o conjunto e todo o seu acervo (que inclui mais de 3 mil obras de arte) foram doados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN - pelo paisagista, que desejava que o local fosse transformado em museu após a sua morte. Em 1985, o imóvel foi formalmente declarado Patrimônio Cultural Brasileiro. Em agosto de 1999, tornou-se o Museu-Casa de Burle Marx.

Responsável pelos projetos de mais de 2 mil jardins, no Brasil e no exterior, Burle Mark foi o criador do conceito de jardim tropical moderno, gerando uma mudança de paradigma no paisagismo mundial ao romper com a tradição de jardins clássicos e românticos.