Museu Nacional reabre ao público nesta quarta, 2, com ingressos gratuitos


Ouça o áudio-release desta notícia aqui:

(Participação: Marina Moreira da Gama - superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES)

  • Pela 1ª vez desde o incêndio de 2018, público acessará ambientes internos para reencontrar o meteorito Bendegó, conhecer o esqueleto de um cachalote e acompanhar as obras de restauro
  • Programação especial fica em cartaz de 2 de julho até 31 de agosto (de terça a domingo)
  • Ingressos disponíveis por meio de agendamento e retirada na plataforma Sympla


O Museu Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresenta a programação “Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional”, a partir desta quarta-feira, 2. Pela 1ª vez após o incêndio de 2018, o público acessará três ambientes internos da sede do museu, ainda em reconstrução. O apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao projeto de recuperação do museu chegará a R$ 100 milhões em recursos não reembolsáveis. O restauro tem custo total estimado de R$ 516,8 milhões, dos quais R$ 347,2 milhões já foram captados.

Entre os dias 2 de julho e 31 de agosto, os visitantes vão acompanhar os avanços no restauro do palácio; reencontrar o meteorito Bendegó; e conhecer uma conquista recente da instituição: o esqueleto de um cachalote, com 15,7 metros de comprimento, afixado na nova claraboia do edifício. As visitas ao Museu acontecerão de terça a domingo, gratuitamente, por meio de agendamento e retirada de ingressos na plataforma Sympla.

Foto: Felipe Cohen

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Museu Nacional é um símbolo maior do conhecimento, da ciência e da memória do Brasil. Segundo ele, o apoio decisivo do Banco para a sua reconstrução reforça o compromisso do Governo Federal com a preservação do patrimônio histórico e com a educação. “Vai ficar uma cicatriz na nossa história, mas o Museu se reconstrói: ele vai ser tão importante para as futuras gerações quanto foi para a minha", afirmou.

Atrações - O Bendegó – um gigante com mais de cinco toneladas – e outros exemplares da coleção de meteorítica são o ponto de partida da exposição. O visitante encontrará ainda obras do artista visual wapichana Gustavo Caboco, que ressignificou o meteorito em trabalhos artísticos.

Foto: Felipe Cohen

No pátio da escadaria monumental, a observação do cachalote é resultado de um trabalho especializado de restauro e preparação do material biológico que durou cerca de dois meses. Os cachalotes são os maiores cetáceos com dentes e os maiores carnívoros: eles superam até os dinossauros T. rex e Spinosaurus. O Museu lançará uma campanha para a população nomear o cachalote, o maior da América do Sul a ser exibido.

Foto: Felipe Cohen

A terceira e última sala é dedicada à história do Museu e à reconstrução do palácio. São ressaltados aspectos arquitetônicos e de restauro, expondo acervos originais como duas esculturas de mármore de Carrara; originais e réplicas de ornamentos artísticos; e uma série de imagens sobre o cotidiano do trabalho na obra.

Foto: Felipe Cohen

“Esta é uma programação que evidencia a resiliência dos trabalhadores do Museu, a excelência das ações de restauro que estão em andamento e, claro, a relevância científica dos nossos acervos para ampliação do acesso ao conhecimento. É um momento histórico: poder, mesmo que por pouco tempo, abrir uma pequena parte do palácio para visitação. Toda a sociedade está convidada a participar dessa nova fase do Museu”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.

Apoio do BNDES - O projeto de restauração do Museu Nacional apoiado pelo BNDES abrange o restauro do Paço de São Cristóvão, a reforma e readequação do prédio da Biblioteca Central e ações de divulgação e ativação. O apoio do Banco contempla ainda a estruturação de fundo patrimonial destinado à sustentabilidade financeira de longo prazo do museu.

A superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES, Marina Moreira da Gama, reafirma a satisfação do Banco em contribuir com a reabertura parcial do Museu, um dos mais importantes do país. “São 25 anos de apoio do Banco ao restauro do patrimônio histórico, 400 bens tombados restaurados e R$ 1,6 bilhões investidos na cultura”, complementou.

Parceria institucional - O Projeto Museu Nacional Vive é resultado de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e o Instituto Cultural Vale. Além do financiamento do BNDES, há apoio do Bradesco, da Vale, do Itaú, da Eletrobras, da Cosan, da Rede Itaú, do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Congresso Nacional e Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

O museu – Criado em 1818 por D. João VI, o Museu Nacional ocupa o Paço de São Cristóvão desde 1892, na Quinta da Boa Vista. O local foi residência da família imperial de 1808 a 1889 e abrigou a Assembleia Constituinte de 1891.

O Museu é considerado a primeira instituição museológica e científica do país. Como parte da UFRJ, tem perfil acadêmico e científico com produção, disseminação de conhecimento e formação de coleções nas áreas de antropologia e ciências naturais. O acervo do Museu Nacional é considerado um dos maiores da América Latina com destaque na área de antropologia para a coleção egípcia, fomentada por D. Pedro II, e a coleção Teresa Cristina, que inclui peças de arte e artefatos greco-romanos.

SERVIÇO:

“Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional”

De 2 de julho a 31 de agosto (de terça a domingo)

Ingressos gratuitos por meio de agendamento e retirada na plataforma Sympla


Assista à videorreportagem "Patrimônios pro futuro - Museu Nacional:

 




Foto: Diogo Vasconcellos/Museu Nacional

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