BNDES capta R$ 1,729 bilhão com KfW para mobilidade urbana e energia renovável

  • Recursos apoiarão projetos de mobilidade urbana e energia renovável solar e eólica

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta quinta-feira, 13, durante a COP30, em Belém (PA), acordo com o Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) para duas captações que somam R$ 1,729 bilhão (€ 280 milhões), destinados a projetos de mobilidade urbana e energia renovável. O KfW é um banco estatal alemão de investimento e desenvolvimento.

Uma das captações, no valor de € 130 milhões, tem como finalidade investir em projetos de mobilidade urbana. As negociações apontam para o apoio de eletrificação de frota de ônibus. Além disso, as duas instituições discutem uma cooperação técnica para a atualização do Guia TPC: Orientações para Seleção de Tecnologias e Implementação de Projetos de Transporte Público Coletivo, que corresponderá a um apoio não reembolsável proporcionado pelo governo alemão, por meio do KfW. A segunda captação, no valor de € 150 milhões, tem como finalidade o financiamento de projetos de energia renovável solar e eólica.

“A parceria entre BNDES e KfW é um reflexo da cooperação histórica entre Brasil e Alemanha, que tem trazido muitos benefícios para as populações dos dois países e para o desenvolvimento sustentável”, lembrou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. "As duas captações anunciadas durante a COP30, em Belém, sinalizam que estamos no caminho certo rumo a uma economia de baixo carbono, um dos princípios orientadores do governo do presidente Lula. É nosso desejo que essa parceria se estenda por muitos anos ainda, contribuindo para um mundo mais justo, verde e inclusivo".

Mercadante destacou a necessidade de "reafirmar o multilateralismo e os mecanismos de soluções de controvérsias". "Temos que mostrar que a relação que as vantagens competitivas podem ser vantagens colaborativas", afirmou. "E a relação com a União Europeia é fundamental para gente sair desse mundo unipolar autoritário".

O CEO do KfW, Stefan Wintels, defendeu a histórica cooperação entre as duas instituições. "Estamos dispostos a investir mais com essa parceria, que se baseia na confiança e no progresso", afirmou. "Se unirmos forças para progredir para um mundo melhor, mais seguro e mais verde, gostaria de fazer parte dessa jornada e fazer parte".

Histórico – O ano de 2025 marca os 60 anos da cooperação entre BNDES e KfW. Criado em 1948, o banco alemão é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo. Desde 1965, foram contratadas 17 operações de empréstimo entre o BNDES e o KfW, no montante histórico de US$ 1,2 bilhão. Os recursos dessas operações foram destinados a projetos de interesse estratégico, em setores como energias renováveis, mobilidade urbana sustentável e proteção do meio ambiente.

Mercadante e Wintel se cumprimentam, observados pelos diretores Nelson Barbosa, do BNDES, e Christiane Laibach, do KfW

Foto: André Telles/BNDES

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