BNDES retoma apoio ao esporte com R$ 60 mi para CBJ, visando os Jogos de 2028

  • Judô, modalidade que mais conquistou medalhas olímpicas para o Brasil, agora tem como parceiro o Banco que mais contribui para o futuro do país

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o novo patrocinador oficial da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), marcando o retorno da instituição ao patrocínio esportivo após quase uma década. O apoio contempla recursos incentivados pela Lei de Incentivo ao Esporte (R$ 32 milhões) e recursos livres (R$ 28 milhões), totalizando R$ 60 milhões ao longo de quatro anos, visando o fortalecimento da modalidade em todo Brasil e a preparação de atletas para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.

A parceria foi anunciada nesta sexta-feira, 28, pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o presidente da CBJ, Paulo Wanderley, na abertura do Campeonato Brasileiro de Judô Sênior, na Arena Carioca 1 (Parque Olímpico).

O patrocínio do BNDES também contempla apoio a projetos esportivos da CBJ que vão beneficiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do Brasil, como o “Avança Judô”, que prevê núcleos de desenvolvimento da modalidade em diversos munícipios do país, promovendo a formação cidadã por meio do esporte educacional, fortalecendo vínculos sociais, estimulando a permanência escolar e criando oportunidades de transformação de realidades.

Foto: André Telles/BNDES

"Nós vamos investir R$ 60 milhões no Judô nos próximos 4 anos. É para dar um salto e avançar, fazer atividades educacionais, formação, campeonatos. Vamos todos crescer juntos com o BNDES", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Quando o governo do presidente Lula investe no esporte, está investindo em saúde, em educação, em cidadania e em futuro. Com esse patrocínio, o BNDES retoma o apoio ao esporte nacional porque acredita no potencial de descoberta de talentos, de transformação de realidades e de inspiração às novas gerações para a construção de um Brasil vencedor”, completa.

“O BNDES já é o campeão do desenvolvimento, financiando projetos e programas fundamentais para o futuro do país, como a Nova Indústria Brasil, e agora vai ser também o campeão dos tatames. Parabéns pela iniciativa, que, além de fortalecer um esporte em que o Brasil sempre se mostrou competitivo, ainda tem um lado social que é muito importante”, diz o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

“É uma honra celebrar este momento ao lado do BNDES. O judô brasileiro vive uma fase de grande vitalidade e unidade, reunindo hoje representantes de 25 federações, centenas de clubes e milhares de atletas”, afirmou o presidente da CBJ, Paulo Wanderley.

 

Foto: André Telles/BNDES

Para ele, o patrocínio representa um marco para a modalidade: “A parceria com o BNDES será fundamental para fortalecer o judô brasileiro, ampliando o alcance da prática esportiva em diversos níveis, financiando projetos de formação de atletas e, claro, a estrutura que sustenta o alto rendimento, visando o atual ciclo olímpico. O patrocínio é um gesto concreto de quem acredita no propósito do esporte, e vamos trabalhar intensamente para garantir que o Brasil continue sendo uma potência mundial no judô”, completou.

“O judô é um esporte inclusivo que acolhe meninas e meninos de todas as regiões, especialmente das periferias, e oferece disciplina, autoestima e oportunidades reais de desenvolvimento. O BNDES acredita no esporte como ferramenta de transformação social e o judô expressa exatamente esse potencial”, disse a superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES, Marina Moreira da Gama.

Com mais de 2 milhões de praticantes e 48 milhões de simpatizantes no país, o judô é a modalidade que conquistou o maior número de medalhas olímpicas para o Brasil, somando 28 em 12 Jogos Olímpicos. Vários(as) judocas brasileiros(as) figuram entre os melhores atletas do mundo, sendo o judô uma modalidade que evidencia o sucesso de mulheres esportistas brasileiras, como Beatriz Souza (ouro em Paris 2024), Rafaela Silva (ouro nos Jogos Rio 2016) e Ketleyn Quadros (pioneira ao conquistar, em 2008, a primeira medalha olímpica individual do Brasil no feminino, com o bronze em Pequim).

Foto: Divulgação/CBJ

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