BNDES detalha Arco da Restauração da Amazônia em seminário prévio ao G20
Tereza Campello, diretora Socioambiental do Banco, participou da abertura do 2º dia do States of the Future No segundo dia do evento States of the Future, nesta terça-feira, dia 23, na sede do Banco N...
- Tereza Campello, diretora Socioambiental do Banco, participou da abertura do 2º dia do States of the Future
No segundo dia do evento States of the Future, nesta terça-feira, dia 23, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, o Arco da Restauração da Amazônia a diretora Socioambiental do Banco, Tereza Campello apresentou detalhes do projeto, lançado em dezembro passado e que receberá, em 2024, o investimento de R$ 1 bilhão.
“Assumimos essa missão de construir um projeto gigantesco, quer seja pela escala, quer seja pelo impacto que ele pretende gerar. É uma das missões do país reconstruir a Amazônia. A ideia da Amazônia como uma das grandes soluções para o planeta, a maior parte dos países vem discutindo como reduzir suas emissões, nós temos uma curva de emissões que, na verdade, só tem aumentado. Então, o mundo se coloca como tarefa reduzir as emissões. Isso não é mais suficiente. não podemos só reduzir as emissões, precisamos mais do que isso. E é isso que estamos tentando nos colocar como tarefa”, afirmou.
A executiva do Banco lembrou que o desmatamento começou a ser combatido há 15 anos, no governo do presidente Lula, em 2009, que surpreendeu o mundo ao anunciar na COP15 metas voluntárias de redução das emissões, de redução em 60% as emissões até 2020 e de 80% do desmatamento. “Todo mundo olhou aquilo com perplexidade, mas conseguimos, antes de 2020, ainda em 2016, cumprir aquilo que a gente tinha se colocado. Então, acho que temos autoridade para vir aqui de novo dizer que estamos enfrentando o desmatamento que não é o mesmo desmatamento das décadas de 70, 80 e 90. O crime organizado está na Amazônia, estamos nos organizando e nos mobilizando para enfrentá-lo, inclusive, internacionalmente, garantindo o desenvolvimento sustentável na Amazônia, promovendo geração de emprego e renda. Mas temos que ir além”, disse Campello.
De acordo com a diretora do BNDES, não faltam tecnologia, capacidade de mobilização de oferta de cadeia de restauração e vontade política para colocar em movimento o processo de reconstrução na Amazônia.
“É compromisso assumido pelo presidente Lula restaurar 24 milhões de hectares da floresta até 2050. Esse território, que é vastíssimo, é a região que mais foi desmatada na Amazônia. É um território gigante que vai do Acre até o Pará e é estratégico por vários motivos. Se a gente conseguir reconstruir grande parte desse território, que tem terras públicas, indígenas, unidades de conservação, agricultura familiar, assentamentos, setor privado, agricultura, vamos, ao mesmo tempo, capturar carbono”.

Rossana Fraga - Divulgação BNDES
Captura de carbono - A Diretora Socioambiental do BNDES pontuou, também, que capturar carbono é uma urgência global e que a restauração da Amazônia será um exemplo a ser seguido.
“Reduzir emissões não é suficiente, precisamos capturar carbono. Não existe nenhuma tecnologia hoje instalada no mundo que permita, em escala, capturar carbono, para além de restaurar nossas florestas. Essa é a tecnologia disponível, barata, possível de ser implementada. Então, quando a gente está dizendo que vamos restaurar nossa floresta, queremos fazer isso, uma entrega para o Brasil, uma entrega também para o mundo, mas, também liderar esse processo de reconstrução das florestas nos outros países”.
Na primeira fase do Arco, até 2030, a meta é restaurar 6 milhões de hectares. Para isso, é necessário um investimento de R$ 51 milhões. “É uma tarefa que o Brasil se coloca, mas precisamos de apoio, de recursos. Precisamos contar com o setor privado e assim por diante. E, até 2050, mais 18 milhões de hectares. Com isso, nessa primeira fase, 1,6 bilhão de toneladas de carbono vão ser retiradas da atmosfera”, afirmou Campello.
A Secretária-Executiva da Casa Civil, da Presidência da República, Miriam Belchior, que também participou da abertura do segundo dia do evento, frisou a importância de outras governanças internacionais relacionadas às mudanças climáticas se unirem nesse projeto do Arco da Restauração. Para ela, existe um cenário perfeito para o sucesso da iniciativa.

Rossana Fraga - Divulgação BNDES
“O governo do presidente Lula é orientado para tornar o Brasil um país democrático, justo, desenvolvido e ambientalmente sustentável, onde todas as pessoas vivam com qualidade, dignidade e respeito às diversidades. Essa orientação se baseia em um tripé. Em primeiro, uma questão democrática, com proteção social, garantia da pluralidade e dos princípios democráticos. Em segundo, a questão da equidade, da inclusão, da justiça social, da garantia de direitos e igualdade de oportunidades. Em terceiro, a questão do desenvolvimento, crescimento econômico com sustentabilidade ambiental e inclusão social. O alcance desses objetivos exige não apenas a condução firme do presidente Lula, mas o esforço coletivo do governo para dar um salto de qualidade nas capacidades estatais”.

Rossana Fraga - Divulgação BNDES
Foto: Rossana Fraga - Divulgação BNDES