BNDES apoia documentário que revisita os paradoxos da economia brasileira após a redemocratização
- Com apoio do BNDES, produção analisa como o país combinou inclusão social com baixo crescimento econômico em 40 anos
- Pré-estreia ocorrerá nesta segunda-feira (15), no Cinesystem Botafogo
Como um país que estabilizou sua inflação após uma década de crise recorrente e aguda, depois ampliou o acesso de parcelas expressivas da população ao consumo e buscou oferecer uma cobertura universal de saúde e educação, permaneceu com crescimento baixo e produtividade estagnada? Essa é a pergunta central de “Economia e Democracia: Uma História Econômica da Nova República”, documentário examina o período entre 1983 e 2022 e foi produzido com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo Centro Internacional Celso Furtado (Cicef) e que foi lançado em 15 de junho, no Rio de Janeiro.
O projeto nasceu de iniciativas patrocinadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Governo do Brasil, tendo como principais interlocutores os economistas Carlos Pinkusfeld (Cicef) e Nelson Barbosa (BNDES). A obra combina análise histórica, indicadores econômicos e relatos de personagens reais para discutir as escolhas econômicas feitas pelo país desde a redemocratização. “Nesse período, o Brasil conseguiu incluir milhões de pessoas no consumo, na universidade e nas políticas públicas, mas não resolveu seus problemas estruturais de produtividade e crescimento. A ideia do documentário surge da necessidade de falar sobre essa contradição”, disse Carlos Pinkusfeld.
“O BNDES acredita que compreender nossa trajetória econômica é condição essencial para construir melhores políticas de desenvolvimento. Apoiar este documentário é uma forma de levar esse debate para além dos especialistas, conectando as escolhas socioeconômicas das últimas quatro décadas à vida concreta do povo brasileiro”, afirmou Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES.
Com direção de Belisário Franca (Menino 23, Soldados do Araguaia, O Presidente Improvável) e produção da Giros Filmes, o projeto foi estruturado para ampliar alcance e circulação em múltiplos formatos, como média-metragem de 1 hora para exibições institucionais e cinema, série em quatro episódios de 15 minutos para plataformas digitais e circuito acadêmico já previsto em universidades e eventos especializados.
Dividido em quatro blocos, o filme percorre a crise da dívida e hiperinflação (1983-1992), a estabilização monetária (1993-2002), a expansão social e econômica dos anos 2000 (2003-2012) e a década de crise recente (2013-2022). Em vez de concentrar a narrativa em especialistas, o documentário incorpora relatos de trabalhadores, empreendedores e sindicalistas para aproximar o debate econômico da experiência cotidiana da população.
Constituição e políticas públicas - O lançamento não se limita à análise retrospectiva, mas serve como base para discussões sobre o futuro da política econômica nacional. O filme destaca o papel estruturante da Constituição de 1988 e de políticas como valorização do salário mínimo, expansão do SUS, programas de transferência de renda e ações afirmativas na transformação social brasileira.
“O projeto busca ampliar o debate sobre escolhas econômicas, prioridades institucionais e alternativas para o futuro. A proposta não é oferecer respostas definitivas, mas qualificar a discussão pública sobre os caminhos adotados nas últimas quatro décadas e seus impactos sobre desenvolvimento, desigualdade e cidadania”, explicou Carlos Pinkusfeld.
Lançamento - A pré-estreia ocorrerá em 15 de junho, no Cinesystem Botafogo, no Rio de Janeiro. Mais do que um lançamento audiovisual, o evento marca a abertura de um debate qualificado sobre o futuro da economia brasileira, reunindo diferentes visões sobre desenvolvimento, crescimento e inclusão. “Ao revisitar quatro décadas de democracia, inflação, estabilização e inclusão social, o filme propõe uma pergunta central: que modelo de desenvolvimento o Brasil pretende construir daqui para frente?”, conclui Pinkusfeld.
Serviço:
Lançamento e Pré-estreia do documentário “Economia e Democracia: Uma História Econômica da Nova República”
Data: 15 de junho de 2026, às 19h00
Local: Cinesystem Belas Artes Botafogo (Praia de Botafogo, 316 - Rio de Janeiro)
Programação: Fala de abertura com Nelson Barbosa, Belisário França e Carlos Pinkusfeld, seguida de exibição do filme.
Patrocínio: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Governo Federal do Brasil.
Realização: CICEF e Giros Filmes.
Assista ao teaser do documentário
Sobre CICEF
Reconhecido como uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento – CICEF, é uma associação civil de direito privado, de interesse público e sem fins lucrativos, dedicada à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico. Como ICT, o Centro se destaca pela promoção de projetos de pesquisa aplicada, voltados para a solução de problemas concretos relacionados ao desenvolvimento econômico e social. Saiba mais no site.
Giros Filmes
Com quase 30 anos de atuação, a Giros Filmes, dirigida por Belisario Franca, Bianca Lenti e Maurício Magalhães, soma mais de duas mil horas de conteúdo para cinema, TV e plataformas digitais, exibido em mais de 40 emissoras no Brasil e no exterior. Em 2025, quatro produções da Giros integraram a seleção oficial do Festival do Rio: “Sexa”, de Gloria Pires; “Com Causa”, de Belisario Franca e Pedro Nóbrega; “Ninguém Pode Provar Nada – A Inacreditável História de Ezequiel Neves”, de Rodrigo Pinto; e “Massa Funkeira”, de Ana Rieper. Reconhecida por unir conteúdo, entretenimento e relevância sociocultural, a Giros Filmes se consolida como uma das produtoras mais importantes do país.
Foto: Divulgação CICEF