Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia ganham exposição em Brasília
- Durante a Semana do Meio Ambientes, mostra conta histórias dos amazônidas beneficiados pelos resultados e experiências de projetos apoiados ao longo dos 18 anos de vida do Fundo Amazônia
- Exposição 'Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia' está em cartaz na Biblioteca Nacional de Brasília, entre 8 e 12/6, com entrada gratuita
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a ApexBrasil e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) abriram, nesta segunda-feira, 8 de junho, na Biblioteca Nacional de Brasília, a exposição Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia. A mostra integra a programação da Semana do Meio Ambiente e apresenta resultados, experiências e histórias de projetos apoiados pelo Fundo Amazônia ao longo de seus 18 anos de atuação. A visitação é gratuita e segue até 12 de junho.
A exposição foi lançada durante a abertura da Semana do Meio Ambiente e contou com a participação do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, e da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Por meio de fotografias, vídeos, linha do tempo, ambiência sonora e vitrine de produtos amazônicos exportados com apoio da ApexBrasil, a exposição aproxima o público de histórias de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas, quebradeiras de coco, agricultores familiares, bombeiros, brigadistas, agentes ambientais, servidores públicos e outras pessoas que atuam diariamente na proteção da floresta e no desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a exposição mostra o impacto concreto do Fundo Amazônia nos territórios. “O Fundo Amazônia é uma das mais bem-sucedidas experiências do mundo de cooperação internacional para proteger florestas tropicais. Essa exposição mostra que, por trás dos números, existem pessoas, comunidades, saberes e projetos que mantêm a floresta em pé, geram renda e constroem um novo caminho de desenvolvimento para o Brasil”, afirmou Mercadante.
Após estrear durante a COP30, em Belém, em 2025, a exposição chegou a Brasília para revelar a força dos povos e comunidades da Amazônia e de projetos que unem conservação, produção sustentável, inovação, cooperativismo, bioeconomia e geração de renda. A mostra também evidencia a conexão entre a sociobiodiversidade amazônica e o acesso a mercados, com uma vitrine de produtos de empresas e cooperativas da região apoiadas pela ApexBrasil.
Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a mostra reforça o papel das populações amazônicas como protagonistas da conservação. “A floresta em pé não é uma abstração. Ela é resultado do trabalho de comunidades, povos tradicionais e trabalhadores que vivem, produzem e protegem a Amazônia todos os dias. O Fundo Amazônia existe para fazer os recursos chegarem à ponta, onde a proteção da floresta se materializa”, afirmou Tereza.
BNDES, MMA e ApexBrasil abrem exposição 'Afluentes' sobre os 18 anos do Fundo Amazônia
Foto: Lucas Rodrigues/BNDES
"O Fundo Amazônia, de fato, deixou de ser algo pequeno para se tornar uma ferramenta fundamental da implantação das políticas do ministério. Nós ambientalistas jamais poderíamos imaginar, que em apenas 3 anos, nós seríamos capazes de retomar o Fundo Amazônia para que ele passe a investir mais de R$ 1 bilhão por ano em ações envolvendo comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares e também médios, pequenos e produtores numa ação tão afirmativa em relação à Amazônia", comemorou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Com curadoria de Monica Rodrigues e Gabriel Hoewell, produção executiva da Monumenta Comunicação, fotografias de Marcelo Curia e Jorge Volkmer, ambiência sonora de Pio Lobato e design de Rico Lins, Afluentes propõe um percurso sensorial pela Amazônia. A exposição convida o público a olhar a floresta de perto e de longe, do macro ao micro, da imensidão vista do alto às histórias de quem vive, trabalha, protege e produz no território. Mais do que uma exposição sobre a Amazônia, é uma exposição feita com a Amazônia — suas vozes, seus saberes e seu tempo.
A presença da ApexBrasil reforça essa visão. Integrada à exposição, a agência apresenta uma vitrine de produtos de cooperativas e empresas amazônicas e realiza o evento Afluentes da Cooperação: Amazônia, Exportações e Investimentos Sustentáveis, plataforma que conecta conservação, bioeconomia e negócios internacionais.
Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a exposição ajuda a mostrar ao mundo os resultados concretos da agenda ambiental brasileira. “Afluentes revela como a proteção da floresta pode caminhar junto com geração de renda, fortalecimento de comunidades e desenvolvimento sustentável. Ao apresentar os resultados do Fundo Amazônia, mostramos aos parceiros internacionais que o Brasil está fazendo seu dever de casa e que a conservação dos nossos biomas também passa pela valorização dos produtos da sociobiodiversidade, pela inclusão produtiva e pela ampliação do acesso a mercados para cooperativas e pequenos negócios da Amazônia”, afirmou.
A iniciativa evidencia que a competitividade dos produtos da floresta depende de conservação, certificação, rastreabilidade, agregação de valor e acesso qualificado a mercados.
Entre 8 e 12/6, a exposição 'Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia' está na Biblioteca Nacional de Brasília, com entrada gratuita
Foto: Flávia Filipini/BNDES
Série Afluentes - Além da exposição aberta na Biblioteca Nacional de Brasília, o tema também é retratado na série Afluentes, produzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disponível no canal do YouTube do Banco. Os capítulos apresentam histórias reais de comunidades brasileiras beneficiadas pelo Fundo Amazônia e mostram grupos que atuam em prol da conservação ambiental no bioma.
Com dez episódios, a série mostra diferentes projetos que receberam recursos do Fundo Amazônia e contam as histórias das pessoas ligadas a essas iniciativas, como populações indígenas, produtores da agricultura familiar, ribeirinhos, trabalhadores da segurança pública e outros.
Os episódios destacam as mudanças e avanços percebidos pelas pessoas envolvidas em cada ação apoiada e apresentam, sempre ao final, dados gerais sobre os recursos investidos e a população impactada.
Foto: Lucas Rodrigues/BNDES
Sobre o Fundo Amazônia - Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo BNDES, o mecanismo se consolidou como a maior iniciativa de REDD+ do mundo em volume de recursos e resultados. Já destinou R$ 5,3 bilhões a 153 projetos, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas. Os recursos apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas de produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos e comunidades tradicionais.
Foto: Flávia Filipini/BNDES